sexta-feira, 22 de julho de 2011

Eu sinto

Quando estamos longe
no meu corpo eu sinto:
seu cheiro, o som do seu sorriso,
a loucura das nossas loucuras
os olhares convidantes
ah, tantas coisas!

E quando nos encontramos...sabe, onde está o ponto fraco em mim!

Sorrisos

Por favor, largue essa banana!!!

Uma antiga tribo africana utiliza um método bastante curioso para capturar macacos que vivem nos galhos mais altos das árvores. O sistema é o seguinte: os nativos pegam um recipiente de boca estreita, colocam uma banana dentro, amarram-no ao tronco de uma árvore e afastam-se.

Quando eles saem, um macaco curiodo desce, olha dentro da cabaça e vê a banana. Enfia a mão e apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita ele não consegue tirar a banana. Surge o dilema; se largar a banana, sua mão sai, e ele pode ir embora livremente; caso contrário, continua preso na armadilha.

Após algum tempo, os nativos voltam e capturam sem dificuldade os macacos teimosos que se recusaram a largar as bananas. O final é trágico, pois eles são caçados para serem comidos.

Você deve achar absurdo o grau de estupidez destes macacos; afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela. Fácil demais, não é?

O problema deve estar no valor exagerado que o macaco atribui à sua conquista. A banana já está ali, na sua mão. Parece ser uma insanidade largá-la e ir embora.
Achei a história engraçada, porque muitas vezes fazemos exatamente como esses macacos. Ou você não conhece ninguém que está insatisfeito com o emprego, mas permanece lá, mesmo sabendo que está cultivando um infarto? Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que insistem em ficar sofrendo? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas que continuam adiando um novo caminho que trará de volta a alegria de viver? Somos ou não como os macacos?
A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana que, apesar de estar em nossa mão, pode nos levar direto à panela.
(Roberto Lopes, do livro "O livro da Bruxa", pg. 89/90, ed. ARX)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Bons ventos aqueles



Sobre um balanço, senti um vento no rosto
cheiro de amor
gosto de morango
carinho de mãe
Bons ventos, aqueles!

A GAROTA DOS OLHOS DE SAFIRA



ROLO (alegre , grita)-Cecília!
CECÍLIA (alegre, saudosa)- Rolo!
ROLO (abraça Cecília)- Como vai à garota dos olhos mais lindos do mundo?
CECÍLIA (com um ar encabulado)- Nossa, Rolo, não é pra tanto...
ROLO (ergue o braço direito e com a mão esquerda segura o rosto da amiga)- Mas é verdade! Que azul! Que perfeição! Parecem duas safiras...(Já sem tanta efusividade)
CECÍLIA (novamente encabulada, sorri)- Você é muito gentil.
ROLO (pega Cecília pelos braços e a aproxima de si)- Eu daria tudo para poder ficar só olhando para os seus olhos!
CECÍLIA (assustada) – Ei, Rolo! Também não é assim!
CECÍLIA (afasta-se um pouco, segura o rosto dele)- Tenho braços, pernas, mãos... Eu não sou apenas os meus olhos.
ROLO (alegre, segura-a pela cintura e pega na mão dela) – Ah, sim! Eu sei! Tem coisas muito mais importantes!
CECÍLIA- Ei! Calma!
ROLO (Puxa-a pela mão na direção de dois rapazes) Venha! Quero apresentar você para uns amigos meus! (Chega perto de LUIS e FERNANDO)- Luís, Fernando, esta é a minha amiga Cecília. O que vocês acham dos olhos dela?
LUÍS- Oi, Cecília...
FERNANDO- Você tem os olhos mais lindos que eu já vi...
ROLO (envaidecido pela amiga) – Olhem! Não parece um par de safiras?
LUÍS e FERNANDO – É...
CECÍLIA (desvencilha-se dos rapazes e vai saindo) – Com licença, pessoal! Preciso ir andando!
ROLO (Corre atrás dela) – Espere! Ainda tem uma coisa que eu quero fazer!
CECÍLIA (volta-se) – O quê?
ROLO (mostra a máquina fotográfica)- Isso! Para guardar toda a beleza dos teus olhos! (E tira uma foto, o que assusta Cecília)
CECÍLIA (tonta)- Ai...Não estou muito bem...
ROLO (aproxima-se e segura nos braços dela)- Posso-lhe  dar um beijinho?
CECÍLIA (sorri)- Er...sim, claro!
(Rolo beija os olhos dela, o que a deixa furiosa)
CECÍLIA (grita, furiosa)- Agora, chega! Já cansei disso! Quer saber? Não são meus olhos! Eu uso lentes coloridas!
ROLO (assustado)- Hein? Como assim?
CECÍLIA (dá as costas e vai embora, nervosa) – Tchau! Passe bem!
ROLO (vê Cecília se afastando ao longe e, desconsolado diz) – São...lentes?...
Thays Pretti  2007

terça-feira, 31 de maio de 2011

Bons ventos, mesmo que estes sejam de friooo!

quinta-feira, 14 de abril de 2011